segunda-feira, 26 de agosto de 2013


Um dia você será descartado


23 de agosto de 2013

Tenho alguns jargões, que de certa forma funcionam como um mantra para mim. Um deles, inclusive já mencionei aqui: “eterno na empresa é o dono, até o dia que ele venda, quebre ou feche, “o resto” está de passagem”. “O resto”, não no sentido pejorativo, mas incluindo  aqueles que não são os donos, mas os que fazem parte do efetivo da empresa, está de passagem.
Há algum tempo atrás conversei com um profissional com mais de 30 anos de empresa – foi seu primeiro e único emprego. Ele tinha uma linda trajetória na empresa, sempre recebendo projetos desafiadores, apresentava resultados significativos e acima de tudo tinha o reconhecimento de todos. É um Líder. Mas, como em um conto de fadas de uma hora para outra, seu encanto foi desfeito. E de uma hora para outra entenda como um intervalo de quase 48 horas, depois de uma decisão tomada. Errada? Não sei.  Qual a certeza que tomamos a decisão certa até termos o resultado que esperávamos? No seu caso o resultado não foi o esperado, e olhe que as condições e elementos internos e externos não dependiam diretamente da sua influência, ou seja, ainda havia o fator sorte (ambiente externo e terceiros sem influência direta).
E nós gestores e líderes somos os tomadores de decisão. Na hora que alguns se calam, os líderes tem que tomar um rumo e decidir. Todos sofrem com as consequências: positivas ou não. Mas, as decisões têm que ser tomadas. E por alguém.
E o que mais me chocou – sim senhores, eu ainda me choco com muitas coisas – foi o completo abandono que este profissional recebeu do seu único e, por parte dele, fiel empregador; foi uma decisão de ser demitido sem ao menos haver uma explicação plausível e justificável para ele. Sua trajetória vitoriosa foi esquecida simplesmente por uma tarde de resultados ruins. Passados ainda alguns dias ele está se recuperando, mas ainda sente essa puxada de tapete. E eu também. E ele não foi o primeiro nem o último a ter este momento. Já conheci vários. E outros ainda virão!
E sem haver nenhum problema quanto a confiança e ética na sua trajetória na empresa, enquanto ele tinha uma das conversas mais sérias e importantes da sua vida, ao mesmo tempo seus acessos à rede, notebook e crachá eram bloqueados; e não ficaram apenas limitados, mas totalmente impossibilitados dentro da Organização e ao final da mesma reunião foi solicitada a devolução do seu smartphone e do carro. Esse cenário e o clima de desconfiança, neste caso injustificável, é pior do que o fato da demissão em si.
Damos uma vida, com sacrifícios pessoais e familiares, para depois de uma decisão, mesmo sendo o protocolo da empresa, ser tratado como um “suspeito”  ou “bode expiatório” de algo. E o respeito, e a dignidade perante um profissional que dedicou a sua vida à empresa de outro(s)? Sou um defensor de procedimentos e regras, mas sempre vão existir exceções e casos específicos que não podemos tratar como um padrão. Ainda mais para aqueles que se dedicaram uma vida pela Organização.
Lembrei-me do filme Uma Linda Mulher, clássico e romântico filme, onde Edward (Richard Gere) encontra com Vivian (Julia Roberts) e desse encontro há a mudança na vida dos dois. Um simples programa com uma “garota de programa” acaba em uma relação de amor e respeito. Confesso agora que não lembro se ela recebeu cachê pelo programa. Mas, a metáfora que quero fazer é a de que infelizmente alguns “profissionais” não terão a hombridade suficiente de reconhecer a capacidade e a possibilidade de se apaixonar por uma profissional do sexo. Simplesmente pagarão pelo programa e cada um seguirá a sua vida. No competitivo mundo corporativo em alguns momentos o “romântico” se frustrará. E a sua trajetória profissional não passará de um “programa”.
Hoje no happy hour, mesmo após alguns drinks, pense que para alguém você pode ser uma Vivian, mas que não assumirá a relação e nem a dignificará na mesma proporcionalidade que você. A vida é sua, assuma as suas decisões e defina as suas prioridades.
Um grande abraço, sucesso e nunca desista dos seus sonhos.

Obs.: meus artigos são divulgados simultaneamente no site Gente & Mercado (http://www.genteemercado.com.br/um-dia-voce-sera-descartado-2/) e no Jornal Tribuna da Bahia, quinzenalmente às sextas-feiras.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013




DIGNIDADE!

Estava esta semana revisando um material para uma palestra que dei, e me deparei com essa palavra: DIGNIDADE. Fui dar uma pesquisada na sua definição e o que encontrei no Dr. Google de forma resumida foi:” nome feminino, 1.título ou cargo que confere  a alguém uma posição elevada; cargo honorífico;honraria, 2.qualidade moral que infunde respeito; respeitabilidade; autoridade moral; 3.decência; gravidade; 4.modo digno de proceder; atitude nobre; nobreza; 5.grandeza; 6.consciência do próprio valor;pundonor. Dignidade Humana: valor particular que tem todo o homem como homem, isto é, como ser racional e livre, como pessoa. Moral da dignidade humana: doutrina segundo a qual o princípio ético fundamental é o respeito da pessoa humana em si mesma e nos outros”.

Tenho, acredito que por trabalhar também fazendo planejamento estratégico, o hábito de buscar e estudar nas empresas a sua Filosofia: Missão – Visão – Valores. E fazendo uma rápida busca no meu HD interno (cérebro e lembranças) confesso que não me recordo de nenhuma que mencione em seus valores a palavra DIGNIDADE. Ela até está em outras similares, mas sem o peso desta responsabilidade.

E gostaria que você analisasse na sua forma de gerir pessoas alguns pontos e verificasse se você trata o outro com a dignidade que ele merece.

Escuta Empática: você tem tido a paciência e acima de tudo o respeito de ouvir o outro? Não aquela audição automática, onde nem no olho você olha, mas aquela onde você consegue interagir e acima de tudo descobrir o que está por trás de uma fala. Não a mensagem explícita, mas a mensagem subjetiva, a necessidade de compartilhar uma dificuldade e/ou frustração. Tendo e dando tempo para que o outro se abra e acima de tudo seja respeitado e compreendido.

Compartilhamento das metas e objetivos: ao definir as metas e acima de tudo os prazos de entrega, você compartilha e ouve o outro lado?  Ou simplesmente diz que tem que ser entregue e pronto? Que comprometimento o outro vai ter e acima de tudo que condição de realização e satisfação vou proporcionar ao subordinado, quando simplesmente estabeleço métricas e ele que se vire para entregar,  fazendo-o estar no limite máximo do stress e pressão? É saudável?

Liderança: a liderança para alguns é um dom nato, mas ela pode ser desenvolvida e treinada. Tenha profissionais com liderança que seus problemas podem diminuir e muito. E aqui liderança no sentido de autonomia e capacidade de resolver problemas e não se livrar deles. Liderança não restrita ao comando de indivíduos, mas em processos e estratégia também.

Liberdade de se expressar: as pessoas aprendem a se desenvolver mais quando percebem que a sua dignidade está sendo respeitada e acima de tudo entendem o por que das coisas. Não necessariamente compartilhar informações estratégicas, mas ter a paciência e acima de tudo a confiança entre as partes envolvidas, da importância de cada um no processo e no resultado final. Garanto que os treinamentos serão bem mais proveitosos e ricos para as partes.

Apesar de estarmos em uma democracia, sem escravidão, ainda nos comportamos como em épocas medievais e coloniais no que se refere a gestão de pessoas e seu comprometimento. Não vai ser por causa da troca de um “prato de comida” (remuneração) que terei a sua fidelidade e acima de tudo a certeza de que receberei esforços adicionais para a entrega. O que garante é o respeito e entendimento à dignidade do outro.

E hoje no happy hour, não se acanhe em ajudar o garçom a ajeitar a sua mesa nem tampouco conversar com ele. Pode ser, e digo que com toda a certeza você terá um atendimento diferenciado.


Um grande abraço, sucesso e nunca desista dos seus sonhos.

Obs.:  meus artigos são divulgados quinzenalmente às sextas feiras no site Gente & Mercado (http://www.genteemercado.com.br/voce-trata-o-outro-com-a-dignidade-que-ele-merece/) e no Jornal Tribuna da Bahia.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O QUE O HEADHUNTER ANALISA EM UM CURRICULUM VITAE


O QUE O HEADHUNTER ANALISA EM UM CURRICULUM VITAE

Ledo engano quem pensa que o trabalho de selecionar pessoas é fácil. Exige técnica, experiência, sensibilidade e acima de tudo visão estratégica e analítica das organizações e mercado. Alguns amigos me dizem: “Seu trabalho é fácil, fica conversando o dia todo e ouvindo histórias e estórias”. Ou me criticam: “O Headhunter só conversa com quem ele quer e quando ele quer”. Os profissionais buscam das mais diversas e as vezes, criativas formas de se apresentarem e mostrarem o seu cartão de visita que é o Curriculum Vitae, ou chamaremos aqui de CV. Mas, o que eu analiso e me chama atenção em um CV? Vamos lá:

  1. RESULTADOS: como profissional é importante que você tenha agregado resultados por onde você passou. Aumentou, diminuiu, melhorou o que? Não importa o seu nível hierárquico, mas você estar em algum lugar para fazer a diferença e não continuar ou estimular a mediocridade. O que vai chamar a atenção e valorizar o seu passe, serão os resultados que você agregou por onde você passou;
  2. TRAJETÓRIA CRESCENTE: não pense somente em mudanças de níveis hierárquicos e verticais. Quando analisamos a trajetória profissional é para entendermos os desafios que foram colocados a sua frente. Eles foram se tornando mais complexos ou continuaram sempre iguais? A mesmice não leva a lugar nenhum. Uma trajetória tem que ser contada através de superação e conquista de resultados;
  3. ESTABILIDADE: serão investidos tempo e recursos em você. Treinamentos, capacitações e tudo que seja necessário para que você tenha performance, entregue resultados e consiga maiores desafios. Se você começa a ter períodos muito curtos que seus ciclos não são fechados, pode ficar preocupado que as grandes empresas vão lhe olhar de uma forma diferente. O mercado quer profissionais estáveis que entreguem o que foi acordado;
  4. EQUILIBRIO EMOCIONAL: o mercado não está fácil, concorrência global, metas agressivas, clientes mais complexos, formas de gestão diferentes, desejos e necessidades pessoais, enfim uma séria de variáveis que temos que equilibrar na dinâmica do nosso dia a dia. Um profissional que não consegue equilibrar e explode com a sua equipe ou não consegue manter um nível satisfatório de relacionamento, tem a sua trajetória abalada. Sim, você é contratado pelas suas capacidades técnicas e é desligado pelo seu comportamento;
Comece a reservar um momento seu. Sempre digo nas minhas palestras que na instrução de voo, a aeromoça sempre instrui para primeiro colocarmos a máscara de oxigênio em nós e a seguir naqueles que necessitam ao nosso lado. Por que se não fizermos isso a probabilidade dos dois não se salvarem é maior. Tenha esse momento seu e para você. Reflita e analise a sua trajetória profissional e tente buscar dentro desses quatro itens uma harmonia e equilíbrio para que você receba convites do mercado e tenha seu passe valorizado. Mercadoria exposta demais e sem qualidade tem vida curta ou precisa toda hora estar mudando de nome e embalagem.

Hoje no happy hour, vá sozinho, reflita um pouco sobre o que mencionei e veja como você está com relação a esses pontos. Volte cedo, durma cedo e no dia seguinte inicie um dia diferente, um dia onde você vai começar a se analisar se perceber mais e iniciar ou continuar a sua vitoriosa trajetória!


Um grande abraço, sucesso e nunca desista dos seus sonhos.

Obs.: meus artigos são divulgados simultâneamente no JORNAL TRIBUNA DA BAHIA  e no site GENTE & NEGÓCIOS (http://www.genteemercado.com.br/o-que-o-headhunter-analisa-em-um-curriculum-vitae/) quinzenalmente às sextas-feiras. 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

COORDENADOR DE VENDAS - SERGIPE


COORDENADOR DE VENDAS – (Código: CV SE 13)

Aracajú/SE.

Nosso cliente, empresa nacional do segmento de Serviços, incumbiu-nos de identificar um COORDENADOR DE VENDAS, cuja missão principal será a de coordenar as vendas da Unidade de Negócios sob sua jurisdição, superando as metas estabelecidas, alinhando os processos com excelência e trazendo resultados impactantes à empresa.

Deverá ter formação superior em Administração, Economia, Marketing, Comunicação Social e/ou Gestão de Negócios e experiência no segmento de Serviços, Telecomunicações, Bancos e/ou Saúde com foco em vendas corporativas e varejo, ter Carteira de Habilitação, veículo próprio e residir em Aracajú/SE.

É desejável conhecimento do Pacote Office, especialmente Excel, funções da HP12C, Leis Comerciais e Regulamentos da ANS, noções de custos, controles financeiros e Relações Trabalhistas.

Suas atribuições serão contratar, desenvolver e gerenciar equipes, administrar processos de implantação de filiais, visitar clientes e parceiros, analisar relatórios financeiros e representar a empresa em entidades correlacionadas.

Os profissionais que apresentarem perfil para a posição mencionada deverão enviar o currículo indicando o CÓDIGO, para o e-mail: contratacao@organiza-ba.com.br 


Obs.: foto ilustrativa da belíssima Aracaju!

GERENTE ADMINISTRATIVO FINANCEIRO


Gerente Administrativo-Financeiro - (Cód. GAF 13)

Empresa do segmento de comércio varejista, com filial na em Salvador e forte visibilidade no mercado nacional, busca profissional para ocupar a posição de Gerente Administrativo-Financeiro.

Deverá ter nível superior completo e relevante experiência na área administrativa, financeira e contábil, além de vivência em implantação de políticas de crédito, preferencialmente em empresas do ramo varejista. Possuir conhecimentos em Sistemas Integrados de Gestão (SAP), Balanced Scorecard (BSC), Contabilidade, Finanças e Crédito, é imprescindível. Reportando-se diretamente ao Diretor, será responsável por estruturar as informações financeiras, gerando confiabilidade, cumprindo os prazos previamente definidos.

Terá como missão assegurar a eficiência e eficácia do Sistema de Informações Financeiras, gerindo a contabilidade e elaborando relatórios gerenciais, garantindo o alcance das metas.
Capacidade de administra de conflitos, dinamismo, habilidade de negociação e persuasão são características que complementam este perfil.

Esta posição é para Salvador – Bahia.


Os profissionais que apresentarem perfil para a posição mencionada deverão enviar seu currículo, indicando o CÓDIGO, para o e-mail: executivo@organiza-ba.com.br

obs.: a foto é meramente ilustrativa

sexta-feira, 12 de julho de 2013

NOSSA PARTICIPAÇÃO NA MÍDIA ESSA SEMANA (08 a 12 julho)


Passada a Copa das Confederações e a nossa "revolução" andante vamos em frente na nossa busca por melhorias e acima de tudo aperfeiçoamento pessoal e empresarial. Divido com vocês a minha participação na mídia esta semana e temos para a sua análise e reflexão.

JORNAL TRIBUNA DA BAHIA E SITE GENTE & MERCADO

Tema: DELEGAR NÃO É DELARGAR! E O FUTEBOL...?
http://www.genteemercado.com.br/delegar-nao-e-delargar/

Meus artigos são publicados quinzenalmente às sextas feiras no site Gente & Mercado e no Jornal Tribuna da Bahia

BANDNEWS

Tema: COMO ELIMINAR O SEU CHEFE
http://www.paulolopesdpe.com.br/midia/podcasts/159/bandnews-fm---como-eliminar-seu-chefe/

A minha coluna, Mercado e Oportunidade, é ao vivo todas as quartas-feiras, entre 9:30 e 10:00 na Bandnews Bahia e Sergipe.

TV BANDEIRANTES

Tema: MULHERES CEO

Confiram a minha participação
http://www.youtube.com/watch?v=2w5pAl8h8OI&list=UU6zrTRgRcWZ3ED733Sg1z1Q

Esses e outros temas vejam no nosso site 
www.paulolopesdpe.com.br.

E confiram sempre no blog nossas participações, opiniões e oportunidades de trabalho.

Grande abraço e um bom final de semana!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

CHÁ DAS CINCO, COM OS PATOS !

CHÁ DAS CINCO, COM OS PATOS

Mais uma vez eu digo: só mudaremos o Brasil quando a reunião de Condomínio ocorrer na primeira chamada e com um efetivo de 100% dos moradores quando houver disputa para quem será o síndico. Sabe porque? Porque como posso esperar que alguém se importe com a rua, bairro, cidade, estado e país se nem com o seu próprio patrimônio se preocupa?

Outra coisa eu digo, uma sociedade só muda através de dois cenários: guerra e/ou catástrofe. Tivemos a chance na época dos Caras Pintadas e do Impeachment de Collor, mas foi um movimento orgásmico, não teve a continuidade devida. Mais uma vez vemos essa movimentação através da mobilização que vem ganhando força e participação popular nas últimas semanas. Torço para que no fim consiga mudar alguma coisa. Até mesmo para mudar, alguém tem que ser o chato da estória. Alguém tem que botar a “cara a tapa” na linha de frente. Alguém tem que assumir a liderança, mesmo que momentânea, mesmo que alternada, mas tem que ter alguém que dite o ritmo, mesmo que seja um ritmo sem tanta harmonia. Quem serão os nossos heróis deste movimento?

Estou acompanhando o movimento do Passe Livre, da Tarifa Zero, dos Sem Partidos, dos Sem Tetos, dos “alguma revindicação”, mas sentindo a falta do movimento empresarial. Quero paletó e gravata pode até mesmo ser blazer, andando pelas ruas também! O apoio falado é uma coisa, pois não venha me dizer que você está adorando e se emocionando em ver isso, mas quem tá tomando “porrada” e baforada de pimenta não é você, pois, a pimenta ainda não passa pela tela de LCD da sua TV em 3D.

O empresariado baiano tem que tomar uma atitude. E se vai sobrar “spray de pimenta” para alguém faz parte de quem está a fim e acredita em mudanças. Empresas locais estão sendo vendidas, estão sem competitividade, estão com dificuldades na sua expansão, salário baixos, pouca ou nenhuma atratividade de grandes projetos, alunos com uma formação fraca. Brilhantes e medianos profissionais estão saindo daqui e indo para outras regiões. Pois, não venha me dizer que inaugurar Centro de Distribuição é orgulho. Mobilidade, infra estrutura, logística, educação, segurança e um bocado de palavras e expressões repetidas que poderia mencionar e que já são palavras comuns tem que acontecer. Até porque quando uma empresa sai daqui a arrecadação dos impostos também a acompanha.

Não vejo as nossas entidades representativas pressionarem de forma dura, real e até mais agressiva as nossas autoridades e o poder público. Associações, Sindicatos, Federações, Conselhos de Classe, enfim qualquer entidade que represente o interesse comum de um grupo, para a melhoria da nossa cidade e consequentemente o nosso Estado. A maioria não se opõe nem enfrenta, pois sempre vai ficar com receio de perder os seus projetos ou a sua representatividade comercial/institucional. E assim ficamos na nossa mesmice e acima de tudo satisfeitos com a nossa mediocridade, admirando o vizinho, mesmo sabendo que a grama é artificial. Tudo muda, menos aqui? Quem afinal não quer as mudanças, é o governo ou o empresariado ?

Como posso na atividade de headhunter, motivar executivos a mudarem de empresas e apresentar projetos motivadores se no final das contas o acionista não quer essa mudança? Como sair de um local estável e dominado se não tem um grande desafio ou uma remuneração atrativa na proposta? Eventos, fóruns, congressos acontecem. Cartas, comunicados e outros documentos são gerados e entregues somente para constar. Ação e atitude que mudem, cadê? Estou no aguardo ainda. E aqui abro uma reflexão - se você ainda se arrepia e emociona quando ouve e canta o Hino Nacional você ainda tem coração de guerreiro e quer alguma mudança. Não quero hino cantado somente em estádio e nem por jogador! Quero o hino cantado e emocionado por empresários e líderes.

E hoje em algum evento de alguma entidade olhe para o lado e veja quais são os tons das conversas. Afinal estamos “conspirando” para algo melhor ou estamos somente tomando nosso chá das cinco conversando amenidades como patos? Lembrando a analogia: pato não voa bem, não corre bem, nem nada bem. Então ele faz o que? E se lembre, não use açúcar no chá, pois pode cortar o efeito do mesmo.


Um grande abraço, sucesso e nunca desista dos seus sonhos.

Obs.: Meus artigos têm vinculação simultânea no site Gente & Mercado (www.genteemercado.com.br) e no Jornal Tribuna da Bahia, quinzenalmente às sextas-feiras).